segunda-feira, 8 de março de 2010

Filhotinho de Schistosoma mansoni…

Pois é… É o que pesquisadores do UCSF Sandler Center nos EUA fotografaram. Essa é a microscopia eletrônica de dois esquistossômulos (aproximadamente 200 x 60 µm). Antes desse estágio os parasitas estavam na forma de cercárias, que são as larvas responsáveis pela infecção em humanos.

Shistossoma

Nesse estágio de esquistossômulos ainda é possível que eosinófilos presentes na circulação eliminem o parasita desde que ele ainda não tenha passado pelos pulmões. Na passagem pelos pulmões o danadinho se reveste de várias proteínas e glicídios que desfarçam suas proteínas antigênicas malvadas, dificultando assim a identificação pelo sistema imune.

A importância desses “filhotinhos” de Schistosoma é a possibilidade de identificação de novas drogas contra o parasita que estão sendo desenvolvidas pelo UCSF Sandler Center.

Na foto é posível identificar algumas estruturas presentes no parasita adulto. A imagem apresenta uma visão ventral (barrigão pra cima) com a porção anterior (“cabeça”) no canto superior esquerdo. A ventosa ventral, que é a maior depressão na porção ventral já está começando a se desenvolver. Já é possível também a visualisação da ventosa oral e a presença de minúsculos espinhos na superfície do parasita que servem provavelmente pra facilitar sua entrada no hospedeiro e ajudar na deposição daquelas proteínas e glicídios para camuflagem contra o sistema imunológico.

Image Credit: The image was captured using a Novelx mySEM and is provided courtesy of Stephanie Hopkins and Conor Caffrey of the UCSF Sandler Center.

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