segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Transplante de células-tronco do sangue é tão eficaz quanto o uso de medula

BERLIM _ Pacientes com leucemia submetidos a trasplantes de células-tronco do sangue capazes de repovoar a medula (hematopoéticas) ou PBSCT têm a mesma expectativa de vida que indivíduos que recebem transplante de medula óssea, um procedimento muito mais invasivo. É o que diz estudo publicado na revista "Lancet Oncology", depois de dez anos de investigações.

Porém em casos agudos de câncer de sangue os pacientes parecem se beneficiar mais de transplante de médula óssea que de células-tronco sanguíneas. Cientistas da Universidade de Medicina Charite, em Berlim, analisaram as taxas de sobrevivência de 329 pacientes em 42 centros de trasplantes de 13 países europeus, Israel e Australia, que passaram por procedimentos de medula óssea ou PBSCT. Eles observaram que a média de sobrevivência, superior a dez anos, era similar: 49,1% para os receptores de células-tronco do sangue e 56,5% para o grupo que precisou de tratamento de médula óssea. E houve diferença nos casos de leucemias agudas. Depois de dez anos, pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA) tiveram 28,3% de probabilidades de sobreviver com transplante de medula óssea, comparado com apenas 13% dos indivíduos com PBSCT. Em pacientes com leucemia mielóide aguda (LMA), as probabilidades foram de 62,3% para o primeiro grupo e de 47,1% para o segundo.

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