quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Algumas questões que a ciência ainda não consegue responder

Alguns dias atrás, eu estava lendo a edição de 2 de Dezembro da revista ISTOÉ, e achei um texto um tanto quanto interessante que fala de “11 perguntas que os cientistas (ainda) não conseguem responder” e achei que seria interessante colocarmos algumas questões para serem discutidas aqui.

Vamos voltar àquela velha discussão sobre a viabilidade da utilização de células tronco embrionárias para a pesquisa científica. Os maiores críticos das pesquisas que utilizam-se de embriões dizem que não se justifica a destruição de uma vida em prol da pesquisa. Então, a nossa primeira questão é: “Quando começa a vida?”

A polêmica sobre essa questão é tão intensa que até hoje a ciência ainda não conseguiu chegar a uma única resposta. São diversas teses a respeito do exato momento em que se inicia a vida humana. Durante a Idade Média, imperava a teoria de que ela só começava no instante do nascimento. Hoje essa idéia é totalmente descartada. As mais aceitas – e discutidas – pela comunidade científica afirmam que a vida começa…

…com a fecundação

No momento em que o espermatozóide entra no óvulo, o que ocorre entre 12 e 48 horas após a relação sexual. A essa fase da gestação, muitos estudiosos dão o nome de “primeiro momento”.

…com o início da atividade cardíaca

Para alguns cientistas, a vida humana começa por volta da quarta semana de gestação, quando o coração começa a bater.

…com a formação do sistema nervoso central

Na quinta semana, o embrião já apresenta movimentos involuntários, o que indica atividade do sistema nervoso, característica primordial para a vida humana.

…com o início da atividade cerebral

Considerando que uma pessoa é dada como clinicamente morta no momento em que o seu cérebro para de trabalhar, alguns pesquisadores apontam o início da vida para o instante em que as ondas cerebrais começam a entrar em ação, na oitava semana.

…com a nidação (ou implantação)

Este é o momento em que o embrião se firma na parede do útero. A partir daí, tem início os movimentos celulares que farão surgir todos os órgãos do corpo, dando assim, forma humana ao embrião. O processo começa próximo ao quinquagésimo dia de gravidez.

…com o surgimento do feto

Grande parte dos estudiosos defende a teoria de que a vida humana se inicia na nona semana de gestação, quando o embrião evolui a feto com a formação básica dos órgãos. Deste momento em diante, o feto praticamente só aumentará de tamanho.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Não não não ao Ato Médico!

Atenção a todos!

Durante todo o mês de dezembro, está sendo feita uma enquete na página do senado - http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0 – perguntando à população se são a favor ou contra o projeto de lei do Ato Médico…

Um dos maiores absurdos já idealizados na área da saúde, esse projeto de lei visa a autonomia de profissionais médicos e a submissão de todos os outros profissionais da saúde a esses médicos. Dessa forma, qualquer profissional da saúde, seja ele biomédico, enfermeiro,  fisioterapeuta ou psicólogo… Nenhum desses profissionais poderá, liberar um laudo, ou chegar a um cargo de chefia. Na hierarquia de um hospital, laboratório ou instituto, um médico e somente um médico poderá estar na chefia.

Isso não existe, é um absurdo sem igual! Não se pode considerar uma única profissão de uma área gigantesca como a saúde, como sendo a principal e mais importante profissão. Um médico, em seus seis anos de curso em período integral, nunca vai ter o mesmo estudo que um biomédico teve em quatro anos, a especialização em laboratório, o olho treinado no microscópio, a técnica laboratorial… Atributos próprios de um biomédico!

Se um médico fizesse 40 anos de faculdade e estudasse todas as áreas da saúde e se especializasse em todas elas, aí sim poderíamos pensar nesse projeto, mas como isso é um absurdo, devemos protestar, não só como profissionais que somos, mas devemos protestar em nome da população, que será imensamente prejudicada se isso for aprovado…

Então peço a todos os leitores que espalhem o link - http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0 - no seu blog, twitter, MSN, Orkut onde for… VOTEM CONTRA ESSE PROJETO… A enquete se encontra no lado direito da página, logo abaixo das últimas notícias.

Na enquete, o número de pessoas a favor está ganhando por pouco mais de 10% dos votos. Nós ainda podemos mudar isso… A maioria das pessoas que votaram são médicos, vamos mostrar agora o que o povo tem a dizer.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Doenças tropicais negligenciadas no Brasil

Ultimamente, tenho pensado seriamente em começar um mestrado em Doenças Infecto Parasitárias assim que terminar a minha graduação. por isso resolvi mostrar um panorama geral sobre os vários males que assolam a população da América Latina e principalmente o Brasil.

Hoje nós sabemos que a pesquisa médica no Brasil está se desenvolvendo em uma incrível velocidade, no entanto, doenças infecto-parasitárias relativamente simples de serem  reduzidas ou até mesmo eliminadas são negligenciadas pelas autoridades, talvez, devido à forma de política envolvida e a péssima distribuição de renda existente, o que aumenta ainda mais a pobreza que é a principal responsável pela aparição desse tipo de doenças em países em desenvolvimento como o Brasil.

De acordo com o Banco Mundial, 22% da população da América Latina e Caribe vive com menos de US$ 2 por dia, no Brasil, essa porcentagem não se altera, sendo considerado um dos países com a pior distribuição de renda das Américas, o que piora ainda mais a sua situação frente à doenças tropicais negligenciadas. Os 40 milhões de brasileiros que vivem nessas condições de pobreza totalizam um terço de toda a população pobre que vive tanto na América Latina quanto no Caribe.

Embora a pobreza seja relativamente proporcional entre esses países, as doenças tropicais são exageradamente maiores no Brasil. Tracoma e Hanseníase (em menores casos) e em maiores casos, Ancilostomose, Esquistossomose, Leishmaniose Visceral, etc… Essas e muitas outras doenças deveriam acompanhar os números da pobreza na América Latina e Caribe, porém acabam aparecendo em quantidades alarmantes no Brasil.

A expressão “Varrer a sujeira para baixo do tapete” sugere um problema que sabe-se que existe, porém é escondido para que outras pessoas que vêm de fora tenham uma falsa visão de uma casa limpa. Com o Brasil não é diferente, a péssima distribuição de renda atingiu limites tão alarmantes que os próprios subsídios para a pesquisa médica se direcionam para males que englobam a parcela rica da sociedade. Não que essas doenças não sejam importantes de serem estudadas, mas a falta de recursos para o combate das doenças tropicais (e que atingem a parcela pobre da população), piora ainda mais o seu estado no Brasil.

Por outro lado, nós brasileiros estamos caminhando para uma reversão desse quadro lamentável. Graças a algumas mudanças na forma do governo atual, a pobreza vem sendo cada vez mais reduzida e o país tem na FIOCRUZ e outras universidades, órgãos comprometidos com o controle de doenças infecto-parasitárias. O país já se tornou liderança internacional no controle e eliminação da Doença de Chagas e já fez grandes avanços no controle da Filariose Linfática e oncocercose. Se continuar a agir desse modo, grandes avanços na redução da pobreza e distribuição de renda irão mudar a situação das doenças tropicais, mas enquanto isso ainda não acontece devemos cada vez mais nos comprometermos com a pesquisa e desenvolvimento dentro dessa área, o que ajudaria de forma única milhões de brasileiros que ainda hoje vivem em condições lamentáveis.

domingo, 20 de setembro de 2009

HIV-AIDS Esclarecimentos e comentários

Tenho recebido muitos comentários a respeito do post - HIV-AIDS Uma mentira bilionária e assassina - por isso, para responder a todos da melhor forma possível, resolvi criar esse post, onde vou mostrar-lhes os motivos que me levam a dar uma certa cridibilidade aos pensamentos de Peter Duesberg.

Antes que alguém me mande uma ameaça de morte ou uma bomba pelo correio, vamos esclarecer algumas coisas aqui... Eu adoro uma boa discussão, principalmente se ela for baseada em fatos científicos e bons argumentos... Ahh! os argumentos...

Peter Duesberg é um pesquisador do mais alto renome, sendo os seus artigos e idéias são conhecidos por muitos cientistas da área. Entre os muitos artigos publicados por Duesberg, existe um muito interessante no qual ele afirma que a aneuploidia é o principal fator determinante na origem do câncer. Em 2007 uma das revistas mais aclamadas do meio científico, a famigerada Nature, veio a publicar esse artigo, que embora não seja o artigo de Duesberg, reforça ainda mais sua credibilidade, provando que estava certa a teoria sugerida no seu artigo inicial.

Toda a ciência é baseada em fatos e comprovações científicas... Então não adianta escreverem comentários como "Isso é besteira" "Isso é ignorância" "Você não sabe o que fala" e outras coisas piores. Eu quero bons comentários, se possível com links para artigos científicos publicados. A opinião leiga é muito bem vinda, porém ela não ajuda muito quando o assunto se trata de uma discussão científica.

Nenhum dos cientistas e pesquisadores os quais eu tenho contato foram capazes de refutar alguns argumentos, de fato muito bons, que Peter Duesberg usa em seu favor, como por exemplo a causa multifatorial de doenças - A ciência como ela é hoje, acredita que são vários os fatores que podem desencadear uma patologia, seja ela qual for. Atribuir a causa da AIDS somente a um único vírus, excluindo assim toda e qualquer outra possibilidade de causa é um erro sério cometido pela comunidade científica no estado em que se encontra hoje. Só para o leitor entender, é como se, derrepente, a hepatite fosse causada somente por um único vírus. E como seriam classificadas as inflamações do fígado causadas por medicamentos, intoxicações, alimentação inadequada, etc? - Só para esclarecer, a hepatite como exemplo citado, pode acontecer devido a muitos vírus diferentes, intoxicações alimentares, excesso de medicamentos e outros fatores.

Outro argumento no mínimo interessante que Peter Duesberg utiliza é a questão do Postulado de Koch, que é um conjunto de quatro regras básicas dentro da Microbiologia que são utilizadas quando se deseja estabelecer uma relação entre um microorganismo causador de doença transmissível e a própria doença em questão. No nosso caso aqui o HIV e a AIDS.

A 1º regra diz o seguinte: "A presença do agente deve ser sempre comprovada em todos os indivíduos que sofram da doença em questão e, a partir daí, isolada em cultura pura." - A medicina, como já foi dito, não consegue explicar os mais de quatro mil casos de AIDS onde não é possível a identificação dos anticorpos para o HIV - note que existe apenas a busca por uma proteína (anticorpos) e não pelo vírus em questão.

2º "O agente não poderá ser encontrado em casos de outras doenças."

3º "Uma vez isolado, o agente deve ser capaz de reproduzir a doença em questão, após a sua inoculação em animais experimentais." - Após serem contaminados com o HIV, o tempo para que um indivíduo venha a desenvolver AIDS é muito longo e em muitos casos, a doença nem se manifesta. Existem casos em que pessoas infectadas combatem naturalmente o vírus sem que seja necessária nenhuma medicação, como diz a famosa revista Galileu nessa reportagem. Esse fato é noticiado com frequência pelo mundo e não é novidade no meio médico e científico.

4º "O mesmo agente deve poder ser recuperado desses animais experimentalmente infectados e de novo isolado em cultura pura."

Como mostrado acima, o HIV não consegue seguir as regras básicas da pesquisa em microbiologia. Fato que é ignorado por muitos pesquisadores.

Há muito tempo, eu venho procurando artigos que correlacionem o vírus causador da Hepatite C (HCV) e infecções acidententais no ambiente de trabalho e essas mesmas correlações com respeito ao HIV e infecções causadas também por acidentes de trabalho. Eu já achei alguns artigos que correlacionam a infecção por HCV e acidentes, mas até hoje ainda não achei nenhuma estatística relevante para acidentes de trabalho que causem infecções por HIV. O que Peter Duesberg quer dizer quando coloca esse argumento, é que ambos os vírus (tanto o HIV como o HCV) possuem a mesma virulência e são transmitidos exatamente da mesma forma: contato sexual, transfusão de sangue, seringas contamindas, etc. Sendo assim, como é possível que praticamente não existam casos de contaminação por HIV em acidentes de trabalho? Já os casos de contaminação por HCV são relativamente comuns em hospitais. Como isso pode ocorrer com dois vírus de características muito parecidas?

Bom... Esses e outros argumentos podem ser encontrados nos papers originais escritos por Duesberg e se encontram a disposição para qualquer um que tiver interesse o suficiente para verificar... O endereço do site de Peter Duesberg é este: http://www.duesberg.com/

E pra terminar, venho dizer que eu não sou a favor e muito menos contra as idéias que Peter Duesberg coloca e acima de tudo eu sou grande entusiasta do questionamento científico, argumentos relevantes e uso do método e ética científicas, ética que foi claramente colocada de lado quando a comunidade científica ignorou e boicotou de forma imperdoável um colega que apenas fez o que a humanidade não pode nunca deixar de fazer. Questionar sempre.

domingo, 17 de maio de 2009

HIV-AIDS Uma mentira bilionária e assassina

O artigo a seguir não representa em nenhuma hipótese os ideais do Biomedcenter ou seus escritores, sendo inerente ao leitor a análise e correta interpretação do mesmo.

Nos dias 22 e 23 de junho de 1989, foi realizado, no Minascentro, em Belo Horizonte, o 4º Seminário Internacional sobre AIDS. Especialistas dos EUA, da França e do Brasil apresentaram seus conceitos para três mil pessoas, entre profissionais ligados à área e curiosos. O Prof. Peter Duesberg foi a grande atração do seminário, por defender a tese de que o HIV não é o responsável pela AIDS.

Segundo o professor Duesberg, a AIDS é provocada por um desgaste excessivo do organismo, proporcionado por comportamento que degrada a saúde e causa a deficiência de imunidade. Com exceção dos hemofílicos, que adquirem a imunodeficiência por hereditariedade, os homossexuais, prostitutas, presidiários, pessoas do meio artístico etc., estão coerentemente vinculados a um “grupo de risco”, por terem, em comum, maus hábitos comportamentais em relação à saúde, podendo levá-los a adquirir a AIDS. Porém, a doença não é contagiosa e evolui espontaneamente para a cura, com a simples inversão desses hábitos, afirma Duesberg. Segundo ele, existe uma indústria da AIDS que, além de impedir a divulgação da verdade, alimenta o terror pela doença com a intenção de ampliar a venda de seus produtos.

No domingo anterior ao evento, o programa Fantástico, da rede Globo, apresentou uma reportagem sobre o Prof. Duesberg e sua teoria, na qual ficava clara a intenção de desacreditá-lo perante a opinião pública brasileira, o que, com certeza, deu resultado, considerando o ar de ceticismo que pairava sobre a platéia lotada do Minascentro enquanto o cientista expunha os argumentos de sua tese.

Outro fato curioso ocorrido durante o seminário foi a repentina mudança de opinião do Prof. da Faculdade de Medicina da USP, Ricardo Veronesi. No primeiro dia, ele defendeu ferrenhamente as idéias do Prof. Duesberg, citando a questão judicial entre EUA e França (os norte-americanos não queriam registrar os testes franceses), como uma evidência da existência da indústria da AIDS. Chegou também a acusar nominalmente Robert Gallo, descobridor do HIV, de ter montado um laboratório para lucrar com a venda de kits de teste. Já no segundo e último dia do seminário, o Prof. Veronesi praticamente chamou o Prof. Duesberg de louco. Disse que ele já estava "queimado" nos EUA e que, se não cedesse, ficaria desacreditado perante a comunidade científica brasileira.

Alemão radicado nos Estados Unidos, biólogo molecular da Universidade da Califórnia, o Prof. Peter Duesberg era considerado por seus colegas um dos maiores virologistas do mundo e foi eleito, em 1986, para uma seleta cadeira na Academia Nacional de Ciências americana. No ano seguinte, após tornar pública a sua tese, perdeu a dotação da verba de pesquisador emérito (da ordem de 500 mil dólares anuais) e colocou em risco sua reputação e carreira. Atualmente, passa metade do ano na Alemanha e, apesar de ter perdido o financiamento para suas pesquisas, conta com o apoio de mais de 600 cientistas de vários países (inclusive o de Kary Mullis, Prêmio Nobel de Química em 1993), que acreditam não existirem provas suficientes para atribuir a causa da AIDS a um vírus.

O Prof. Duesberg mantém as mesmas posições em relação à sua tese, desde o final dos anos 80 e possui hoje uma página na internet - www.duesberg.com. Em parceria com seu colega David Rasnick, publicou um artigo na revista Continuum, em 1997, onde ambos afirmam que as drogas anti-HIV, como o AZT, prejudicam a reprodução das células do sistema imunológico — o que explica o fato de pessoas com imunodeficiência não evoluírem para a cura espontânea e o de portadores do HIV, que também consomem esses medicamentos, desenvolverem a síndrome. Ou seja, para eles, os remédios anti-HIV representam “AIDS por prescrição médica”.

O livro "AIDS — Verdade e mito, histórias e fatos", do Dr. Jacyr Pasternak, mostra estudos que comprovam a veracidade da tese do Prof. Duesberg, de que a teoria do vírus é uma farsa inventada e mantida, até hoje, por cientistas ligados a laboratórios multinacionais. A história da AIDS, conforme o livro, começa em 1981, quando o Dr. Gottlieb, de Los Angeles, passou a observar um considerável número de ocorrências de pneumonia grave, fatais, aliadas a um câncer dos vasos sangüíneos que parecia atingir exclusivamente homossexuais masculinos e, em particular, uma subpopulação desse grupo, denominada fast lane. Os homossexuais desse grupo chegavam a ter de mil e quinhentos a dois mil parceiros por ano, o que representa, no mínimo, 4 a 5 relações sexuais por dia.

Considerando o desgaste das excessivas relações sexuais (ainda maior no caso homossexual), aliado aos hábitos deploráveis desse grupo em relação à saúde (vida noturna, má alimentação, uso de drogas injetáveis, álcool, cigarro etc.), pode-se deduzir a que lastimável estado de degradação física chegavam essas pessoas e o quanto estavam debilitados seus sistemas imunológicos. Muitos chegavam à fase terminal sem se absterem de seus hábitos.

Outro quadro de deficiência imunológica foi observado em indivíduos da população subnutrida da África e do Haiti. Casos de imunodeficiência, juntamente com a doença que a acompanhava, eram facilmente diagnosticados, por apresentarem sinais e sintomas típicos e, na maioria das vezes, mesmo na fase aguda, evoluíam para a cura espontânea, com ou sem qualquer tratamento.

Esses relatos fazem parecer óbvio que a síndrome de deficiência imunológica era causada por um desgaste excessivo do organismo, provocado por hábitos que degradam a saúde, ou um “problema comportamental”, termo usado pelo Prof. Duesberg. Todavia, como conta o Dr. Jacyr Pasternak: “naquele momento ninguém sabia muito bem qual a causa da moléstia” (isso é incrível!), então, continua ele, “o Center for Disease Control (órgão de vigilância epidemiológica americano) convoca seus pesquisadores e demais sumidades interessadas no assunto, tentando juntar as informações e coordenar as pesquisas”. Será que, dentre essas “demais sumidades interessadas no assunto”, estariam os laboratórios multinacionais? Haveria, para eles, algum interesse financeiro por uma doença que acabava se resolvendo sozinha, por meio, basicamente, de hábitos saudáveis, sem o uso de medicamentos? Vale a pena lembrar que a indústria química, graças principalmente ao ramo de produção de medicamentos, ocupa hoje o primeiro lugar em faturamento anual entre as demais indústrias do mundo. Mas, voltando à história, foi no fim de 1983 que, quase ao mesmo tempo, pesquisadores franceses e o grupo do Dr. Robert Gallo, dos Estados Unidos, “inventaram” o vírus da AIDS. Pouco depois, surgem os kits de testes, o AZT e outros medicamentos que dão início à indústria da AIDS.

São mais de 20 anos de controvérsias, que propiciaram a formação de uma fortuna incalculável e que causaram milhares de mortes.

Atualmente, pouco ou nada mudou. As controvérsias perduram e quase nenhuma informação verdadeira chega ao alcance da opinião pública mundial, que convive com o espectro da AIDS e acredita na tese dominante — uma mentira bilionária e assassina. Diante do impasse, profissionais inescrupulosos buscam justificativas paliativas que mantêm vivo o empreendimento. Apesar de existirem 4.000 casos registrados de AIDS sem a presença do vírus HIV, Avidan Neumann, cientista israelense, chama o Prof. Duesberg de anacrônico e diz que, hoje, quando o RNA (código genético) do vírus é encontrado no organismo, a doença está detectada, podendo iniciar-se o tratamento.

Em julho de 2000, o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, promoveu um debate, em Durban, sobre o HIV como causa da AIDS. O Prof. Duesberg foi convidado para discutir sua teoria com mais 30 cientistas e conseguiu convencer o promotor do evento, que acompanhou as explanações dos participantes. Com isso, o presidente sul-africano deixaria de comprar e economizaria dez mil dólares/pessoa/ano em medicamentos anti-HIV, que seriam fornecidos para as mulheres grávidas do seu país — para imaginar, rapidamente, a cifra total dessa economia. Três meses depois, foi realizada a 13ª Conferência Internacional sobre AIDS, na própria África do Sul, onde cerca de 5.000 cientistas de 80 países assinaram uma declaração reafirmando a tese de que a AIDS é causada por vírus. A pressão política foi grande e o governo sul-africano acabou permitindo que alguns hospitais passassem a oferecer drogas anti-AIDS para as gestantes.

A revista “Super Interessante” (dez/2000) publicou uma matéria sobre a polêmica causada pela tese do Prof. Duesberg na comunidade científica mundial. Porém, na realidade, a tese de que a AIDS não é causada por vírus raramente é comentada, o assunto parece ser proibido no meio jornalístico, tornando surpreendente até mesmo o fato de terem liberado a publicação dessa tímida reportagem na revista.

A indústria da AIDS movimenta mais de 2,5 bilhões de dólares por ano, só nos Estados Unidos. Por mais que se possa tentar reduzir o valor do cálculo do lucro desse mercado no plano mundial, ele poderá parecer absurdo. Seria mais fácil acreditar na exorbitância do valor da soma, se for considerado que a indústria da AIDS comercializa seus produtos, na maioria das vezes, diretamente com órgãos de governos. Em países como o Brasil e até mesmo em alguns do 1º mundo, onde a corrupção impera, é pouco provável que algum político queira apoiar uma tese científica que possa abalar esse lucrativo negócio, ou que sobreviva no cargo, caso tente. No exemplo citado, da África do Sul, membros do Ministério da Saúde e até Nelson Mandela pressionaram e conseguiram mudar a decisão do presidente Mbeki, de não comprar medicamentos anti-HIV. Talvez nem mesmo Fidel Castro, acostumado a combater forças poderosas e a lidar com todo tipo de represálias, estivesse disposto a enfrentar esse império bilionário.

Na comunidade científica, não é difícil avaliar como e até onde a indústria da AIDS exerce influência, tendo em vista os relatos históricos, o boicote ao Prof. Duesberg e a discriminação aos seus colegas, defensores da sua tese, rotulados de “rebeldes da AIDS”. Difícil é entender como, diante de tantas evidências de uma causa comportamental, pessoas com conhecimento sobre o assunto possam acreditar na contraditória teoria que diz ser a AIDS causada por vírus.

Qual é o grau de comprometimento dos cientistas com os laboratórios multinacionais? E das universidades? E dos médicos, do mundo inteiro? Onde está a ética? Falta coragem, como a que teve o Prof. Duesberg? Bem, diante de um poderio de centenas de bilhões de dólares, uma das boas respostas poderia ser a do virologista americano Dr. Robert Gallo, um dos “inventores” do HIV, quando questionado sobre a polêmica: “A teoria defendida pelo meu ex-colega Duesberg não vale a pena ser discutida”.

Recentemente, o Jornal Nacional, da rede Globo, veiculou uma reportagem (na verdade, um comercial), divulgando dados que apresentam a AIDS como a doença que, atualmente, mais causa a morte de mulheres no Brasil. A ganância dos empresários multinacionais, a corrupção política e da mídia não são novidade, mas quando índices mostram números, como o de 3 mil mulheres brasileiras mortas pela AIDS por ano, o problema ultrapassa o limite da indignação e se torna assombroso. Principalmente considerando-se que a maioria dessas mortes são causadas pelos medicamentos anti-HIV, que bloqueiam o sistema imunológico e que são prescritos pelos próprios médicos, sem necessidade. O fato de ser hemofílico, uma pequena baixa no sistema imunológico ou um teste positivo de HIV (não se deve esquecer quem fabrica os kits de teste) é o suficiente para a pessoa se transformar em um consumidor desses caríssimos medicamentos que proporcionarão a sua morte, convenientemente confirmando a fatalidade da doença.

Casos comoventes, como o do cantor Cazuza e de outras pessoas famosas no Brasil e no mundo, que involuntariamente foram convertidas em marketing publicitário pela indústria da AIDS, levam à reflexão sobre a triste realidade vivida, também, por milhares de ilustres desconhecidos, vítimas da crueldade capitalista. Mas, acima de tudo, evidenciam a incapacidade do homem de pensar por si próprio, afastado da razão e passivamente preso a uma rede de imposturas armadas pelos donos do poder mundial, que sempre, em todos os tempos, só se preocuparam com suas fortunas, impreterivelmente conquistadas às custas de vidas humanas.

Cura da AIDS? Transplante de medula desaparece com o HIV de paciente

Um transplante de medula óssea que usou células-tronco de um doador com resistência natural ao vírus da AIDS fez desaparecer o HIV por quase dois anos, até o momento, em um paciente.

O paciente é um estadunidense que mora na Alemanha, que tinha leucemia e havia contraído o vírus HIV — o vírus da imunodeficiência humana, causador AIDS. Ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador saudável, que é a melhor chance de cura para a doença, para substituir todas as suas células que ‘fabricavam sangue com câncer‘.

Mas os médicos alemães Gero Hutter e Thomas Schneider procuraram um doador especial, que tinha uma mutação genética conhecida por ajudar o corpo a resistir à AIDS. A mutação afeta receptores celulares chamados CCR5 que o vírus da AIDS utiliza para invadir, infectar, se reproduzir e destruir as células do sistema imunológico.

Após o transplante de medula não apenas a leucemia desapareceu, mas o HIV também.

CURA DA AIDS?

Segundo a clínica onde o transplante foi efetuado já transcorreram 20 meses desde o transplante. O HIV não é mais detectado em seu sangue e em outros possíveis reservatórios do corpo. Mas há possibilidade de que ainda esteja lá.

Os pesquisadores também disseram que este nunca será um tratamento padrão para a AIDS, já que é um procedimento perigoso e extremamente rigoroso para os pacientes.

A equipe disse que não foi possível encontrar quaisquer traços de HIV no sangue do paciente de 42 anos de idade, que permanece anônimo. “O vírus é enganador. Ele sempre pode retornar”, disse o Dr. Gero.

A mutação no CCR5 ocorre em cerca de 3% dos europeus e é possível que a terapia genética possa um dia promover a cura da AIDS em pacientes com HIV, afirmaram os cientistas.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Células-tronco para os rins

Os portadores de insuficiência renal crônica podem ter, dentro de alguns anos, uma opção de tratamento capaz de aumentar o funcionamento dos rins.

Após introduzir células-tronco retiradas da medula óssea de ratos saudáveis em outros com insuficiência renal, pesquisadores paulistas detectaram que a técnica gerou uma reversão do quadro da doença. Se resultados similares forem obtidos em humanos, o método poderia dispensar a diálise.

Os resultados do estudo, realizado por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foram aceitos para publicação na revista Stem Cells. “Existem muitos estudos sobre células-tronco, mas nenhum ainda havia sido feito no tratamento de insuficiência renal crônica”, afirma a médica Lúcia Andrade, da Faculdade de Medicina da USP.

Andrade e sua equipe induziram a insuficiência renal em ratos por meio da retirada de um rim inteiro e dois terços do outro, reduzindo a função renal dos roedores para 20% — o que, em um humano, equivaleria à necessidade de diálise. A diálise é um processo de filtragem artificial de substâncias indesejáveis no sangue que os rins já não conseguem mais filtrar, como a ureia.

Cento e vinte dias após a introdução das células-tronco da medula óssea de animais saudáveis, a equipe detectou um aumento de 30% na função renal das cobaias com insuficiência renal induzida.

“Um ser humano com 50% de função renal não necessita de diálise”, afirma a médica. “Ele teria uma vida normal, com uma dieta específica e medicamentos para controle da doença.”

Segundo Andrade, as células-tronco melhoram a função renal porque migram para o tecido lesionado e liberam tanto substâncias inibidoras dos agentes inflamatórios responsáveis pela insuficiência renal quanto elementos que induzem a regeneração das células do rim.

“Muitos acreditam que as células-tronco migrem para o tecido, diferenciem-se em células específicas e assim o regenere”, explica a médica. “Mas, de acordo com nossos estudos, acreditamos que o mecanismo de ação das células-tronco seja mais imunológico que regenerativo”, defende.

Quatro grupos...
No estudo conduzido por Andrade, foram utilizados quatro grupos de 10 ratos: um sem sofrer qualquer intervenção; outro com a capacidade renal reduzida, mas sem receber tratamento; outro que recebeu uma aplicação de células-tronco no 15º dia após a retirada dos rins; e outro que recebeu três aplicações quinzenais, também a partir do 15º dia.

Não foi detectada qualquer diferença entre os grupos que receberam uma ou três aplicações, e a função renal do grupo que não recebeu tratamento permaneceu em 20%. “Isso indica que o importante não é a quantidade de células, mas o seu tipo”, ressalta Andrade.

O grupo pretende agora verificar se o tempo em que a aplicação é feita influencia os resultados. “Como a maioria dos pacientes com insuficiência renal crônica começa a receber tratamento em estágios mais avançados da doença, queremos simular essa situação com ratos”, explica a médica.

Além disso, Andrade e sua equipe testarão este ano a aplicação de células-tronco em cães e gatos com a doença. Estudos como esse são fundamentais para viabilizar no futuro a aplicação de células-tronco em seres humanos com insuficiência renal crônica. Apesar de promissor, no entanto, esse ainda é um horizonte relativamente distante.

“Precisamos ter mais segurança na administração das células-tronco e na sua caracterização”, ressalva Andrade.

“Elas podem migrar para outros tecidos que não o desejado, e há casos em que se diferenciam em células cancerosas”, atenta.

Por dentro dos novos tratamentos com células-tronco - Parte 7

Fígado
A capacidade das células-tronco adultas de regenerar o fígado, órgão mais disputado nas filas de transplantes brasileiras, está sendo testada num estudo realizado pela Universidade Federal da Bahia e pelo Hospital São Rafael, em Salvador. Os pacientes sofrem de cirrose hepática, destruição das células do fígado causada pelo vírus da hepatite C ou pela ingestão excessiva e prolongada de álcool. As células de dez pacientes foram extraídas da medula e levadas por um cateter até o fígado. Segundo os pesquisadores, a inflamação do fígado – característica da cirrose – foi reduzida.

Outros 30 pacientes foram submetidos à técnica até fevereiro deste ano. O objetivo desta vez é analisar a eficácia do tratamento. Assim como no primeiro estudo, os resultados foram positivos e devem ser publicados no segundo semestre. Apesar da melhora, ninguém se livrou da fila de transplante de fígado. “O objetivo do procedimento era aumentar a sobrevida dos pacientes”, diz Ricardo Ribeiro dos Santos, um dos coordenadores do estudo. “No Brasil, menos de 10% dos pacientes costumam sobreviver a tempo de conseguir um órgão, numa espera de até quatro anos.”

No futuro, os pesquisadores acreditam ser possível tirar portadores de cirrose da fila de transplantes. “Não tenho dúvidas de que um dia as células-tronco vão evitar transplantes”, diz Santos. Mas ele não acredita que isso ocorrerá usando os métodos empregados até agora. Ele aposta em experiências com um tipo de célula-tronco adulta conhecida como mesenquimal, cuja capacidade de transformação em diferentes tecidos é superior à da célula-tronco usada atualmente, chamada hematopoética.

As limitações da técnica:
- Os pacientes não se livraram da fila de transplante de fígado.
- Não se sabe como pacientes em estágios iniciais de cirrose reagiriam à terapia.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Alho promissor no tratamento da Diabetes 1 e 2

Foi anunciado nesse ultimo dia 20, que pesquisadores japoneses criaram um farmaco proveniente de um produto químico encontrado no alho e que se mostrou muito promissor no tratamento da Diabetes tipo 1 e 2. O produto foi testado em camundongos diabéticos.

O ciêntista Hiromu Sakurai e seus colegas da Universidade de Ciências Médicas de Suzuka, deram a droga aos camundongos por via oral, cujo principio ativo é o vanadium-allaxin (ambos encontrados no alho). Eles obtiveram um bom resultado a nível de redução de glicose no sangue. As pesquisas anteriores, envolvendo o composto vanadium-allaxin, mostraram bons resultados, mas tiveram como procedimento a injeção da droga e estes novos resultados mostraram que ela é mais promissora quando aplicada via oral, consequentemente ganhando maior eficácia no tratamento dessa doença metabólica.

Só para explicar: a diabetes tipo 1 é caracterizada quando o organismo do ser vivo não produz um hormônio chamado insulina, que deveria ser produzido pelo pâncreas a fim de metabolizar um tipo de açúcar contido no sangue (a glicose), mas no caso dos portadores da diabetes tipo 1 não existe produção desse composto. Para compensar essa falta de insulina, o portador tem que injetar no corpo, uma quantidade X dela, para que possa manter um bom funcionamento metabólico.

Ja no caso da diabetes tipo 2, existe a produção de insulina (ela pode ser normal ou não) mas o organismo não sabe como trabalhar bem com ela, ou seja, os níveis de açúcar (glicose) no sangue sobem consideravelmente, se não for tratado. O tratamento é mediante fármacos, que muitas vezes geram efeitos colaterais (em geral, efeitos leves, como diarréia).

Fonte: UPI